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November 25 LivroAbrir um livro
Partir numa descoberta
Nas muitas estradas
Que percorre a pena.
Perder-me de mim
Da vida...
Esquecer-me de tudo
Nesse vale de palavras loucas
Onde tudo é possível..
Deixar-me fluir livre
Nesse rio de emoções
Que me completam
O ser! November 23 PalhaçoPalhaço Sobe, desce. Dá uma cambalhota, rebola. Cai ao chão e dá um trambolhão. Palhaço Sempre com um sorriso. Pronto a dar a mão. Alerta, se alguém está triste. Palhaço Faz o salto do trampolim. Pula como um canguru. Parece feito de borracha. Rebola, salta, sorri Mesmo quando está triste Não deixa de sorrir As suas lágrimas não aparecem Ficam lá dentro Trancadas Estranguladas. Ah! Palhaço ser o que és não é fácil. Mas é bom saber que existe Cara alegre, quando se está triste.
November 20 SaudadeGravada em meu corpo
Com o vento
Veio a palavra saudade
Presa em cada folha
Que cai...
Em cada gota de chuva
Fica para sempre
Gravada em meu corpo
E não sai...
Essa palavra que vive comigo
Como se fora castigo
Que há muito abracei
Posso ocultá-la
tentar mascará-la
Mas nunca a matarei! November 15 Deixa-me...Deixa-me olhar-te
Enquanto dormes
Acariciar-te com o olhar
Dizer-te sem falar
Que para sempre te vou amar.
Se o amanhã não chegar
VOu ter a certeza de guardar
Esse amor que nutro por ti
Que me afaga o corpo
Quando a noite chega aqui.
Depois de te amar
Fechar os olhos
Guardar a tua lembrança
Rir contigo
Porque me devolves a esperança
Meu homem
Meu amante
Meu amigo. November 14 Depois de te amar...Depois de te amar
E amar
Voar contigo
Até á vastidão do mar...
Abrir as asas
Subir,subir...
Sermos duas estrelas
No céu, a luzir! November 12 Sozinha na noiteSozinha na noite
Era pequena, uma pirralha, tinha apenas 4 anos e estávamos em plena época de natal. Lembro-me distintamente que havia passado o dia em casa do meu primo Zé, jantei lá e tudo! Após o jantar e como sempre fazia, o meu tio levou-nos a casa mas, como nessa noite o mercado iria estar aberto, fomos até lá; era relativamente perto de casa e o meu tio foi embora porque depois íamos a pé. Uma atmosfera especial contagiou-me, um mercado a abarrotar de gente como eu nunca tinha visto: cheiros, cores, burburinho… Os meus pais avisaram-me logo para não lhes largar a mão se não me queria perder. Como eu é claro… agarrei ainda com mais força a mão da minha mãe! Nem sei bem como aconteceu… a dada altura, o meu pai deixou-nos para ir a casa buscar os guarda-chuvas porque começou a pingar… A minha mãe ficou comigo no mercado, porque ainda queria comprar uma ou duas coisas. Era perto da meia-noite! Lembro-me de estar de mão dada com ela enquanto comprava qualquer coisa porém, enquanto pagava, larguei-lhe a mão para ver algo… Quando voltei a olhar, já não vi a minha mãe… tinha desaparecido de todo ou então eu fui andando com a multidão e não dei por ela. Não sei! Sei que me vi sozinha no meio de tanta gente (e se isso é assustador…!). Num 1º momento entrei em pânico (o coração quase me saía pela boca!), mas resolvi que chorar não ia dar em nada… Então, como não encontrei um policia para pedir ajuda, saí do mercado, meti pela Rua Ornelas acima até ao Campo da Barca e Rua Nova do Campo da Barca lá vai ela noite adentro, numa estrada ainda em construção e sem luz; a estrada do outro lado tinha luz mas por incrível que pareça eu não gostava dela… metia-me medo! Acho que não andei… devo ter corrido o caminho todo com o coração nas mãos, com medo que alguém me surgisse ao caminho e me fizesse mal. Quando finalmente cheguei a casa, o meu pai vinha a sair com os guarda-chuvas (já tinha começado a chover!). Ficámos parados a olhar um para o outro: - Que fazes aqui? E a tua mãe? - Não sei, deixei de ver a mãe e vim para casa! O meu pai apenas me mandou para a cama e disse que nem me atrevesse a sair de lá, que depois haveríamos de conversar! Até hoje! Não me lembro sequer de eles terem chegado a casa pois, estava tão cansada que adormeci logo! A partir desse dia ganhei uma alcunha na família: a mulher sem medo; o que não corresponde à realidade pois, tive um medo de morrer, mas continuo a achar que foi uma aventura e tanto!
November 09 Sobre a amizadeSobre a amizade
Isto de ser amigo de alguém a sério, tem muito que se lhe diga. Ser amigo pode ser uma de muitas armadilhas do destino, pelo menos para aqueles que são amigos a valer! Lembrei-me de falar nisto depois de uma conversa que tive há tempos atrás, numa mesa de café, com alguém que considero um amigo de verdade, daqueles sinceros sem interesses dissimulados e que não se importam de mostrar o seu ponto de vista, mesmo que não o partilhemos! Sim… porque amigos há-os para todas as ocasiões: - Os amigos da “copofonia” – aqueles que duram enquanto dura a “bezana”! - Os amigos dos jantares – enquanto se come de graça, “tá--se bem”! - Os amigos do dinheiro – enquanto tiveres “guito”, és o maior! Existem miríades de amigos, um para cada ocasião: os amigos da gargalhada, do alheio (estes serão mais inimigos…!), da ocasião (também não serão os melhores!), da onça (ufa! ufa!)... Enfim!... Amigos para todos os gostos e feitios! No fim, e depois de bem vistas as coisas… ficamos reduzidos a 2 ou 3 amigos… esses sim – dos verdadeiros! Daqueles com quem se pode contar para tudo e que tudo farão para tornar melhores os nossos dias, quaisquer que sejam… quer chova ou faça sol! Um amigo é um tesouro que se deve ter o cuidado de manter e guardar! Para cimentar uma amizade é preciso mimá-la, fortalecê-la e prestar-lhe atenção todos os momentos da nossa vida. Ser amigo é saber dar espaço e deixar que aqueles que consideramos amigos nos ponham de parte quando tiverem vontade de o fazer e que se aproximem quando sentirem necessidade disso. Ser amigo verdadeiro obriga-nos a adiar a nossa vida pessoal porque frequentemente os amigos nos exigem toda a nossa atenção e carinho. Quando se é amigo vive-se a loucura contagiante do outro e aproveita-se ao máximo cada momento porque a vida é fugaz e devemos aproveitá-la junto daqueles que mais amamos! Ser amigo é amar, de forma sincera, sem pretensões ou interesses subjacentes, uma vez que o verdadeiro amigo não usa disfarces, dá-se por inteiro… tentando encher de sol e sorrisos todos quantos o cercam! Bem hajam os amigos! Nunca se esqueçam deles e não deixem para amanhã o que podem fazer agora! Peguem no telefone e falem com aquele amigo que não contactam há séculos… não adiem esse sentimento tão bonito!... Se essa amizade for daquelas de pedra e cal, verdadeira… vão ficar surpresos com a resposta do outro lado da linha, porque as palavras… também podem sorrir!
November 06 EternidadeEternidade
Um momento
Perdiod no imenso tempo
Desse mar de te querer.
Lado a lado caminhar
De mão dada sentir
Essa onda
Esse calor
Que nos embriaga a pele
Cada vez que olhamos
Com o mesmo ver
A ternura do verbo Amar! |
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