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February 22 Pour écrire Évasion...
Pour écrire Évasion
Évasion, c’est avoir dans les yeux La couleur de l’espoir C’est tenir dans les mains un peu d’amour C’est aimer, Aimer avec un geste grand et detaché Evasion, fuir... Fuir de tout... De tous... Même de moi ! Découvrir un ciel éclairé d’étoiles Distribuer toute cette magie que je possède Par tous les autres Afin qu’ils puissent comme moi, Eclairer l’infini qu’ils ont gardé dans leur coeur. Evasion, écrire librement : ici et là ! Se faire transporter au pays des rêves ! Où chaque illusion est la mienne ! Où je peux suivre la vie, Pas a pas, La main dans main, Avec toi ! February 13 Amor com data certa...
Para festejar o Amor agora também há data! Atenção! Não tenho nada contra… e até pode ser benéfico para aqueles amantes mais distraídos que se esquecem amiúde de expressar o seu amor com uma flor, um carinho, um jantar à luz de velas. O dia 14 de Fevereiro serve para esses… e para os outros que não se cansam de idolatrar a sua cara-metade, é apenas um pretexto para festejar uma vez mais esse nobre sentimento que os une. Porque o amor não deve ter hora, nem lugar… deve fluir solto, livre, num sorriso que se dá, num olhar…! Nem mesmo a distância ou o tempo nos devem separar do nosso amor… e olhem que sei do que falo! (se calhar sofro de uma doença grave: romantismo crónico, é incurável e agrava-se com a idade!) Quem ama de verdade nunca deixa morrer essa fonte de desejo; pode questioná-la… mas acaba sempre por atingir essa única verdade. E não falo aqui apenas e só daquele amor entre uma mulher e um homem mas também daquele que existe entre amigos, irmãos, entre pais e filhos… Todas as relações interpessoais podem ser uma boa razão para festejar o S. Valentim diariamente. Oiçam então uma história que vos vou contar e que ilustra bem o amor na sua forma mais pura: Uma petiza, que segundo a mestra da escola, elaborou o seu desenho de S. Valentim com todo o carinho para o oferecer a um dos coleguinhas de sala no dia dos namorados, viu o seu trabalho ser recusado por todos. Salvou-se a situação com o namorado sénior (o pai) que teve a sensibilidade de nesse dia, chegar a casa e perguntar à filhota se havia alguma prendinha da sua namoradinha; a menina abriu os olhos e com um sorriso que quase não cabia no rosto, estendeu a mão e ofereceu-lhe o desenho. Feliz S. Valentim!
February 12 O (des)amor...O (des) amor
Não sei o que se passa mas hoje em dia assiste-se cada vez mais a um desfasamento entre equipas que se apostava tinham tudo para vencer Não sei se é a pressa dos dias sempre iguais, se o stress de uma vida que cada vez se vislumbra mais complicada devido às sucessivas crises económicas (ano novo problemas velhos!) mas o certo é que as pessoas se afastam, se fecham dentro da sua conchinha de indiferença e o outro deixa de ter importância. O amor vai morrendo aos poucos e a vida deixa de ter um sentido plausível pois, sem amor, deixamos de ter sonhos, metas a alcançar. Ele é a força motriz que nos faz ir adiante, que nos dá força quando pensávamos que já a havíamos esgotado. A negação do amor começa quando o dialogo morre… quando deixam de haver pontes para unir as diferenças entre duas mentes. É preciso haver diferenças, haver interesses dispares mas que se complementem no seu antagonismo e que se aceitem como diferentes que são, que se saiba condescender e entender que nem sempre podemos fazer as coisas só à nossa maneira, por vezes a maneira do outro apesar de ser diferente também pode ser divertida ou válida. A insatisfação instala-se quando já não conseguimos rir um do outro, nem um para o outro, tudo o que existe é um esgrimir de palavras que ferem mais que mil golpes de espada. E as pessoas deixam de se procurar, de se tocar, para quê? Se passam a vida a Magoar-se gratuitamente? E, embora no mesmo espaço, vivem uma solidão a duas almas; juntos, mas de verdade sozinhos. Veio-me este tema à mente após uma conversa com uma pessoa minha amiga… ainda consigo acreditar que vale a pena reinventar pedaços de nós, buscar ao fundo do baú aquela rosa já gasta pelo tempo mas que nos recorda um gesto um carinho, que se não tivermos medo podemos repetir. É assim que as relações sobrevivem, com a lembrança de uma canção, de um sorriso, com um gesto não planeado mas que teve o fruto de um sorriso num rosto cansado (se não for tarde demais). Por isso meus amigos não receiem ser ridículos, quem ama de verdade não tem medo de correr esse risco, inventem um poema, escrevam uma canção, vão ver o por do sol, ver o mar sei lá, há mil e uma coisas que podem fazer com a vossa alma metade que vai iluminar e aquecer os vossos dias mais escuros, tempestuosos e frios de Inverno, fazendo do desamor uma palavra banida do vosso vocabulário.
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