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May 31 Tempos modernosMeus amigos, a vida está difícil....mas daí a complicarem ainda mais....
Poupem-me , que sou pobre e gasto-me depressa.
Então não é que agora além dos aumentos d combustíveis, de bens essenciais, de passsses sociais,e tudo mais o que nos leva a deitar as mãos á cabeça e a soltar uns angustiados ais...
Agora além do preço do bilhete de metro,também temos de levar com os custos de um cartão por utilizar este transporte público?
Sim,o cartão é reutilizável, mas tenho de ser eu a pagar?
Já não o faço quando pago os meus impostos?
Modernices...preço da evolução!
Mas pelo andar da carruagem,das carruagens(ehehehehe),cuidem-se...ainda vamos voltar ao Paleolitico,não se angustiem...só vamos usar tanga!
Dias felizes Pensar no verdadeiro sentido do amor...Aos casados há muito tempo
May 25 A fira dos sabores e saberesEstá aí mais uma edição ,a 3ª ,da feira dos sabors e saberes.
Bom domingo! May 09 Memórias no horizonte
Ficou já perdida, numa ilha que emerge no meio de um oceano transparente a memória do que fui na minha infância. Miúda rabina, levada da breca, sempre só, que foi essa a minha sina pois, filha única fui e, já não tenho as raízes que me fizeram brotar. Era só mas, era feliz! E de quando em vez contava com a presença apreciada de uns primos da minha idade com quem ia “altear joeiras”( que aqui é lançar papagaios) e corria ribeiras à procura de ervas para os coelhos do meu tio e ia de vez em quando, com autorização claro está, queimar o lixo no poio em frente. Por todas essas razoes era uma Maria Rapaz mas, também gostava de receber as minhas bonecas pelo Natal e aniversário! Sim, porque na minha meninice o dinheiro era escasso mas eu era fácil de contentar e não tinha por hábito pedir a lua. Exigente era no que diz respeito a livros…lia muito e ainda hoje gosto de o fazer. E os meus pais conforme podiam iam-me arranjando dinheiro para comprar um livrito aqui e ali e que ainda resistem agora já nas mãos dos meus filhos. Tinha a profunda sorte de ter uma tia que possuía uma biblioteca imensa e eu perdia-me dias seguidos metida entre quatro paredes, esquecendo o mundo que existia para além das folhas que lia, sentada no chão sonhando com outras paragens… só despertando desse transe quando insistentemente me chamavam para lanchar! Era uma existência pacata, sem grandes surpresas… se calhar é por isso que me assusto cada vez que o destino insiste em surpreender-me agradavelmente com acontecimentos que demoro a assimilar pois, acho-me indigna deles! Depois… havia a magia dos domingos… Os domingos da minha meninice, quando religiosamente ia ao cinema com os meus pais ver o último filme de cowboys ou de artes marciais… depois voltava à rua para passear na Av. do Mar ou no jardim municipal para ver os cisnes; fazendo tempo para a hora da missa. Não uma missa qualquer, sensaborona… mas, daquelas que fazem vibrar a alma de alegria de se estar vivo com a música sobrepondo-se ao papaguear lento das beatas. Ah! Que saudades desse tempo que não volta! O Verão era o tempo mágico em que íamos passear com o tio José, desenhador de uma fábrica de bordados e que com a facilidade de quem respira fazia desenhos que jamais esquecerei. À sexta-feira é que era bom; a minha tia Rosário deixava sempre dinheiro para que eu e o meu primo Zé fossemos de táxi até ao Funchal lanchar… e eu sentia-me já tão grande no alto dos meus dez anos a ir lanchar fora com o meu primo favorito que na altura tinha catorze anos! Agora a casa já não existe… veio abaixo para se poder construir um daqueles bairros cheio de prédios onde as pessoas vivem encaixotadas em paredes sem história nem magia…onde ninguém conhece o nome do vizinho do lado… é o preço do progresso! Mas a memória…essa memória que trago bem presente comigo, escrita em mim, fazendo-me sorrir quando me faltam as forças e me sinto sozinha no meio de tudo; essa… ninguém vai conseguir apagar!
Cathy 18-2-2004 |
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