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January 12 Na escola primáriaNa escola primária
A minha 1ª ida à escola foi algo digno de memória. Nunca a poderei esquecer… quase ordenei ou melhor, exigi à minha mãe ir sozinha! E se a escola era longe! Penso que mesmo com o medo no coração, ela me deixou partir porque, estava a iniciar o 1º de muitos passos para me tornar uma criança auto-suficiente, sem receio algum de enfrentar o desconhecido. Com a minha mala azul, cheia de livros, cadernos e sonhos, subi as escadas da escola feminina nº 1 do Bom Jesus rumo a uma sala que, durante quatro anos, aprendi amar! Achei um bocado estranho que outras meninas chorassem “baba e ranho” na altura em que as mães se iam embora. Mas, aparte isso, nada de estranho: a professora era uma super-professora, da velha-guarda que nos ensinou o bê-á-bá e nos incutiu o gosto pelas mais diversas áreas de estudo. Foram anos mágicos em que ao chegar a casa e enquanto a minha mãe me aquecia o almoço, fazia os trabalhos todos, pois adorava estudar… e o resto do tempo quase a tarde inteira já podia ler à vontade outras das minhas grandes paixões! Tive um único dissabor… certo dia deu-me uma coisa má e fiz da minha cópia (eu até tinha uma letra cuidada!) um autêntico lixo: letras de garrafão a ocuparem duas linhas de cada vez. Levei um raspanete tão grande e um bilhetinho no caderno para o meu pai assinar que me serviu de emenda para o resto da minha vida. Obrigada D. Gilda! January 06 Flor da paixãoFazia-te minha
Flor de mistério
Em paixão envolta!
Será a tua cor
Acor do amor?
Essa dor
Que se entranha
E que conheço de cor
Nos misttérios
Que se entreabrem
Na placidez dos meus dias!
December 30 Desejo de Natal IIO Natal devia ser:
A alegria na voz de uma criança
Um sorriso aberto num rosto cansado
Uma mão estendida para outra.
O Natal devia ser:
Uma lágrima enxuta com uma palavra de carinho
Uma felicidade que se vê numa palavra
um pranto que se dilui devagarinho.
O Natal devia ser:
A tristeza espantada da alma
O recolhimento que leva á razão
A paz que tudo cobre e acalma.
O Natal devia ser
Dos olhos a ausência da guerra
Nas mãos ferramentas de paz
As searas brotando e cobrindo a Terra.
O Natal devia ser:
A esperança de um manhã por vir
Uma chama que se acende
Um Menino que nasce e a todos faz sorrir! December 16 Desejo de NatalQueriamuito
Que nesta noite tão especial
Ainda antes de alguém
Abrir o primeiro presente
Acendessem uma luzinha mágica
No vosso coração.
Para que nesta noite
A Fé,
A Alegria
E a Esperança
Brilhassem mais alto!
Para vos oferecer...
Nao tenho nada!
Mas se eu pudesse...
Embrulhava o Carinho,
Punha uma fita na Felicidade,
Enfeitava de Sol o Amanhã
E enchia a Vida de estrelas!
Na minha árvote de Natal
Brilhariam as luzes da Fantasia,
As fitas seriam a Liberdade,
E a estrelinha lá do alto...
Um novo Amanhã!
No presépio estaria a Família
A minha...
A tua....
A de todos nós!
E finalmente haveria paz
Em toda a Terra
Em todos os Corações
Por que um Menino tinha nascido! December 11 Teus olhosTeus olhos ofendem Porque são belos Mas não deixam de ver A verdade crua e fria Da realidade! Teus olhos riem Prometem um oásis Nesta vida sensaborona Que nos tolhe a vontade E nos priva de verdade De qualquer real Demonstração de amor! Teus olhos sonham Criam atmosferas Belas quimeras Que fazem andar em frente Essa pobre gente Que se arrasta Na solidão Dos passeios frios… Impessoais…! Que quase apagam O grito de uma seara a nascer O murmúrio do regato A voz do vento Que assobia livre… Sem dono… Por entre os canaviais! Vento
Vento Profusão de sensações Numa qualquer rua Num qualquer monte. Trazes contigo Sons… Sabores… Murmúrios De preces Que já conheço de cor! December 09 A cultura do graffiti
Enche-nos cada vez mais a retina este movimento que foi importado da América, mais concretamente de N.Y. (não foi directamente da Tailândia!) e que empresta um colorido muito “sui generis” a tudo quanto é parede, transporte público, cabine telefónica, paragem de autocarro…, tudo aquilo que a imaginação possa ditar para servir de suporte que permita expressar tudo o que os “writers” têm na sua mente. Alguns destes “graffitis” são autênticas obras de arte, feitas a coberto da noite sempre com o medo do polícia que chega de repente, a pairar no ar. Logo eu que não sou nada dada a pinturas (o jeito é nulo!) ponho-me a apreciar… e como tenho filhos adolescentes já fiquei a saber que o que não gosto mesmo nada dá pelo nome de “tags” (aquelas linhas pretas, semelhantes a assinaturas do tipo:”o não sei das quantas” esteve aqui! e é vê-los espalhados em tudo quanto é sítio. Existem paredes legalizadas onde sem correrem o risco de serem “canados” os writers podem dar livre curso à sua veia artística, seja dia ou noite. Formam-se então “crews” onde cada qual junta o seu melhor para o trabalho final, são… se não me engano as “walls of fame”. Os “bombings” são vistosos, gosto de ver mas como em alguns a letra já foi tão adulterada não percebo o que querem dizer (azar o meu, não é?!?). Estes segundo me disseram, são feitos a correr o que não quer dizer que previamente não tenham sido estudados ao pormenor, na quietude de um quarto, num caderno de modo a poder ser visualizado o efeito final. Regra geral, são feitos em paredes não legalizadas, daí a pressa! Agora a nova moda dentro do graffiti é o “sticker”, pequenos quadrados de papel feitos em computador que depois são colados algures por aí… se calhar já nos deparámos com um ou outro nalgum autocarro ou comboio. E deixem-me dizer uma coisa, ser writer deve sair caro: “cans”, trinchas, stencil (nalguns casos!), baldes… e depois é só deixar que a tinta liberte a imaginação e os sentimentos. Diga-se em abono da verdade, que em certos lugares, se não fosse pelo graffiti, as paredes já tinham sido riscadas do mapa e já que, o Estado não possui dinheiro para restaurar a pintura de tudo quanto seja muro ou parede, então meus caros… deixem em paz os “writers”! Agora meus amigos do “underground” sejam criativos, dinâmicos, críticos sagazes e tratem de embelezar com a vossa irreverência os nossos dias por vezes tão cinzentos.
December 06 É NatalÉ Natal....
Mas no meu coração
A alegria não encontra o caminho!
É Natal....
Mas não o consigo ver espelhado
Nas faces das crianças!
O Natal deixou de ser Natal...
Quando ao seu irmão
Os homens viraram as costas...
Quando deixámos de ter tempo
Para apreciar a muda beleza de uma flor
Quando a música deixou de nos enfeitiçar...
E há-de voltar a ser Natal
Quando substituirmos as compras por carinhos
E a riqueza por beijos e abraços
Dados com o coração!
December 03 LaribauDeserto. Calor ardente no Verão. Frio rigoroso no Inverno que bate em corpos já em tudo acostumados ao ritmo das estações. Aldeia inóspita, perdida nas fragas dos montes transmontanos, austeros guardiães de mentes e de gentes. Ai conheci Laribau, um “cigano” de além-mar, vindo do Brasil que botou raízes num baixo de uma casa velha e carcomida já a pedir restauro; onde o frio do Inverno e o calor do Verão apareciam sem serem convidados, através das frinchas de uma porta gasta pelo tempo e pelo caruncho. Para uns, um louco, um mísero que vivia da generosidade de cada um e que carregava sempre com ele os seus fracos pertences. Para mim, um homem com alma de poeta que via o mundo com outras cores; que se havia desligado há muito deste “mundinho” onde corremos desenfreadamente de um lado para outro em busca de trabalho, dinheiro, apreço e que quando acabamos o dia chegamos a casa cansados, derreados mas a corrida continua… fazer jantar, lavar a loiça, deitar os filhos, dormir para no dia seguinte acordar às seis da manhã para recomeçar tudo de novo, num vaivém interminável. Dizia eu que o Laribau tinha nos olhos a luz de quem está bem consigo próprio mas acho que só encontrava descanso ao deambular de um lado para outro, sempre a pé, de bordão e sobretudo, qualquer fosse o tempo que fizesse. Nunca lhe soube o verdadeiro nome, acho que ninguém o sabia e se algum dia o souberam, perderam-no numa das muitas ruas e ruelas que percorrem a aldeia… se calhar tinham medo de o pronunciar pois, acho que apesar dos chistes e das piadas, as gentes por aqui temiam a liberdade que ele possuía… Aparecia sempre sem avisar, perto da hora das refeições, sempre munido da sua colher: -Oh, Sr.ª Odete, não tem ai tantita sopa que me bote numa malga e já agora um naco de pão? – dizia com um sorriso entre o malandro e o envergonhado. Um dia numa casa, outro noutra e, assim de casa em casa ia mata bichando aqui, almoçando ali, jantando acolá. Católico ferrenho, nunca falhava à missa de domingo… quando tal não acontecia era porque andava nas suas voltas, peregrinações a Fátima, a Lourdes ou a Santiago, ou a festas religiosas que abundam nesta região. Quando por vezes já se temia que tivesse morrido, lá surgia ele na curva da estrada, sentado aos pés do castanheiro centenário, fumando deliciado o cigarro que havia cravado ao Ti João Xarabaneco. Era um contador de histórias nato e, dava gosto ouvi-lo nas tardes de Verão quando o dia estava já a despedir-se e a brisa soprava suave e tranquila como carícia feita por mão invisível. Sabia falar de tudo e embora não partilhasse sempre das suas ideias, admirava-lhe a capacidade de ser diferente num mundo onde todos são o mais igual possível e onde quem não obedece à norma é doido varrido… Num Inverno áspero em que o frio foi mais frio faltou Laribau à missa e, como tinha sido visto a entrar para a sua “casa” durante a noite, as gentes estranharam… falaram ao pároco que no acto tratou de sossegar as almas mais inquietas… Foram dar com ele inerte, já sem vida no chão daquele quarto onde à noite se abrigava da chuva e da geada. Na aldeia que cada vez mais se torna um deserto, mercê da imigração em busca de novos horizontes e de outras oportunidades de vida; Laribau é agora uma simples placa no cemitério, mas a recordação daquele homem simples que soubera semear nos olhos das gentes a fantasia, vai para sempre perdurar nas almas daquelas gentes simples, que têm como preocupação máxima o recolher das galinhas à noite para evitar os ataques da raposa, deixando entrever num sorriso quando olharem as estrelas um pouco da magia que ele possuía e que tão bem sabia partilhar. November 25 LivroAbrir um livro
Partir numa descoberta
Nas muitas estradas
Que percorre a pena.
Perder-me de mim
Da vida...
Esquecer-me de tudo
Nesse vale de palavras loucas
Onde tudo é possível..
Deixar-me fluir livre
Nesse rio de emoções
Que me completam
O ser! November 23 PalhaçoPalhaço Sobe, desce. Dá uma cambalhota, rebola. Cai ao chão e dá um trambolhão. Palhaço Sempre com um sorriso. Pronto a dar a mão. Alerta, se alguém está triste. Palhaço Faz o salto do trampolim. Pula como um canguru. Parece feito de borracha. Rebola, salta, sorri Mesmo quando está triste Não deixa de sorrir As suas lágrimas não aparecem Ficam lá dentro Trancadas Estranguladas. Ah! Palhaço ser o que és não é fácil. Mas é bom saber que existe Cara alegre, quando se está triste.
November 20 SaudadeGravada em meu corpo
Com o vento
Veio a palavra saudade
Presa em cada folha
Que cai...
Em cada gota de chuva
Fica para sempre
Gravada em meu corpo
E não sai...
Essa palavra que vive comigo
Como se fora castigo
Que há muito abracei
Posso ocultá-la
tentar mascará-la
Mas nunca a matarei! November 15 Deixa-me...Deixa-me olhar-te
Enquanto dormes
Acariciar-te com o olhar
Dizer-te sem falar
Que para sempre te vou amar.
Se o amanhã não chegar
VOu ter a certeza de guardar
Esse amor que nutro por ti
Que me afaga o corpo
Quando a noite chega aqui.
Depois de te amar
Fechar os olhos
Guardar a tua lembrança
Rir contigo
Porque me devolves a esperança
Meu homem
Meu amante
Meu amigo. November 14 Depois de te amar...Depois de te amar
E amar
Voar contigo
Até á vastidão do mar...
Abrir as asas
Subir,subir...
Sermos duas estrelas
No céu, a luzir! November 12 Sozinha na noiteSozinha na noite
Era pequena, uma pirralha, tinha apenas 4 anos e estávamos em plena época de natal. Lembro-me distintamente que havia passado o dia em casa do meu primo Zé, jantei lá e tudo! Após o jantar e como sempre fazia, o meu tio levou-nos a casa mas, como nessa noite o mercado iria estar aberto, fomos até lá; era relativamente perto de casa e o meu tio foi embora porque depois íamos a pé. Uma atmosfera especial contagiou-me, um mercado a abarrotar de gente como eu nunca tinha visto: cheiros, cores, burburinho… Os meus pais avisaram-me logo para não lhes largar a mão se não me queria perder. Como eu é claro… agarrei ainda com mais força a mão da minha mãe! Nem sei bem como aconteceu… a dada altura, o meu pai deixou-nos para ir a casa buscar os guarda-chuvas porque começou a pingar… A minha mãe ficou comigo no mercado, porque ainda queria comprar uma ou duas coisas. Era perto da meia-noite! Lembro-me de estar de mão dada com ela enquanto comprava qualquer coisa porém, enquanto pagava, larguei-lhe a mão para ver algo… Quando voltei a olhar, já não vi a minha mãe… tinha desaparecido de todo ou então eu fui andando com a multidão e não dei por ela. Não sei! Sei que me vi sozinha no meio de tanta gente (e se isso é assustador…!). Num 1º momento entrei em pânico (o coração quase me saía pela boca!), mas resolvi que chorar não ia dar em nada… Então, como não encontrei um policia para pedir ajuda, saí do mercado, meti pela Rua Ornelas acima até ao Campo da Barca e Rua Nova do Campo da Barca lá vai ela noite adentro, numa estrada ainda em construção e sem luz; a estrada do outro lado tinha luz mas por incrível que pareça eu não gostava dela… metia-me medo! Acho que não andei… devo ter corrido o caminho todo com o coração nas mãos, com medo que alguém me surgisse ao caminho e me fizesse mal. Quando finalmente cheguei a casa, o meu pai vinha a sair com os guarda-chuvas (já tinha começado a chover!). Ficámos parados a olhar um para o outro: - Que fazes aqui? E a tua mãe? - Não sei, deixei de ver a mãe e vim para casa! O meu pai apenas me mandou para a cama e disse que nem me atrevesse a sair de lá, que depois haveríamos de conversar! Até hoje! Não me lembro sequer de eles terem chegado a casa pois, estava tão cansada que adormeci logo! A partir desse dia ganhei uma alcunha na família: a mulher sem medo; o que não corresponde à realidade pois, tive um medo de morrer, mas continuo a achar que foi uma aventura e tanto!
November 09 Sobre a amizadeSobre a amizade
Isto de ser amigo de alguém a sério, tem muito que se lhe diga. Ser amigo pode ser uma de muitas armadilhas do destino, pelo menos para aqueles que são amigos a valer! Lembrei-me de falar nisto depois de uma conversa que tive há tempos atrás, numa mesa de café, com alguém que considero um amigo de verdade, daqueles sinceros sem interesses dissimulados e que não se importam de mostrar o seu ponto de vista, mesmo que não o partilhemos! Sim… porque amigos há-os para todas as ocasiões: - Os amigos da “copofonia” – aqueles que duram enquanto dura a “bezana”! - Os amigos dos jantares – enquanto se come de graça, “tá--se bem”! - Os amigos do dinheiro – enquanto tiveres “guito”, és o maior! Existem miríades de amigos, um para cada ocasião: os amigos da gargalhada, do alheio (estes serão mais inimigos…!), da ocasião (também não serão os melhores!), da onça (ufa! ufa!)... Enfim!... Amigos para todos os gostos e feitios! No fim, e depois de bem vistas as coisas… ficamos reduzidos a 2 ou 3 amigos… esses sim – dos verdadeiros! Daqueles com quem se pode contar para tudo e que tudo farão para tornar melhores os nossos dias, quaisquer que sejam… quer chova ou faça sol! Um amigo é um tesouro que se deve ter o cuidado de manter e guardar! Para cimentar uma amizade é preciso mimá-la, fortalecê-la e prestar-lhe atenção todos os momentos da nossa vida. Ser amigo é saber dar espaço e deixar que aqueles que consideramos amigos nos ponham de parte quando tiverem vontade de o fazer e que se aproximem quando sentirem necessidade disso. Ser amigo verdadeiro obriga-nos a adiar a nossa vida pessoal porque frequentemente os amigos nos exigem toda a nossa atenção e carinho. Quando se é amigo vive-se a loucura contagiante do outro e aproveita-se ao máximo cada momento porque a vida é fugaz e devemos aproveitá-la junto daqueles que mais amamos! Ser amigo é amar, de forma sincera, sem pretensões ou interesses subjacentes, uma vez que o verdadeiro amigo não usa disfarces, dá-se por inteiro… tentando encher de sol e sorrisos todos quantos o cercam! Bem hajam os amigos! Nunca se esqueçam deles e não deixem para amanhã o que podem fazer agora! Peguem no telefone e falem com aquele amigo que não contactam há séculos… não adiem esse sentimento tão bonito!... Se essa amizade for daquelas de pedra e cal, verdadeira… vão ficar surpresos com a resposta do outro lado da linha, porque as palavras… também podem sorrir!
November 06 EternidadeEternidade
Um momento
Perdiod no imenso tempo
Desse mar de te querer.
Lado a lado caminhar
De mão dada sentir
Essa onda
Esse calor
Que nos embriaga a pele
Cada vez que olhamos
Com o mesmo ver
A ternura do verbo Amar! May 30 Para tiQue tudo pare
Quando tua presença se aproxima
E meu olhar em teu olhar
Fique a navegar
Que tudo gire em torno desse amor
E meu corpo em teu corpo se molde
E se fundam os dois
Num leito de carinhos por invntar.
Que as ondas fiquem suspensas
Nesse desejo que habita a praia
Onde nossas mentes se unem
Como barcos a atracar
Num porto ainda por nomear! |
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