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August 31 CaisFicar presa
Ns trilhos da vida
Como se embarcasse
Num comboio
Que se recusa a partir!
E esta estação que não passa!
E o sono que teima em vir!
Cansaço de me ver
Espalhada
Num qualquer lugar
Sem hora
Para voltar! August 26 Crimes....Subida de crime violento...
Em Portugal.?...
Não meus senhores,estão enganados...
Os meios de comunicação é que estão a empolar actos isolados e esporádicos de cidadãos que tiveram ataques momentâneos de loucura! Sim...que nada foi orquestrado ou sequer pnsado...
Vai-se na auto-estrada a 120kh/h, passa uma carrinha de transporte de valores,um individuo olha para o outro:
-Bora lá assaltar esta!
-Epah! não trouxe as granadas mas vamos desenrascar com este C4!
Que curtição!
Para combater?....Reforço policial!
Mas onde é que pára a polícia?!?E existem assim tantos?É que pelo jeito que a coisa leva vamos precisar de um polícia para cada um de nós.E que eu saiba ainda não existem plantações de polícias...ainda! Mas em caso de desespero...sempre podemos comprar um boneco insuflável,fardado a rigor...pode ser que faça o mesmo efeito!
Sim porque cada vez mais ser agente da autoridade é profissão para inglês ver(trabalhar para o boneco!). Senão...vejamos: o que é que tem arma de polícia e não pode usar? O que é que tem bastão de polícia e não pode usar? Bingo...o Polícia! Porque se faz uso das armas de que dispõe por inerência da sua profissão é bruto,racista e abusa da sua posição... porque agredir um meliante,meus senhores,grave atentado á liberdade pessoal de um ladrão que apenas quer cumprir o seu dever!
Qualquer dia....(lá dizia o artista!) já nem em casa vai ser seguro estar...perdão!enganei-me...já não é!
E deixem... a paisagem bucólica dos campos também vai ser alterada.... que se cuidem os donos dos tractores...!
Tractor-jacking em preparação!
Por mim falo de barriga cheia...,ou melhor de mala virgem...ainda não fui assaltada!
Mas ainda não desesperei!Sei de fonte segura que estou em lista de espera!
Até um destes dias(assaltos)!
July 20 ConfissãoConfesso
Gosto de ti!
E tu....
Gostarás de mim?
Pelo menos da forma
Que eu necessito?
Pensarás em mim
Todos os minutos
Do teu dia?
E sonharás
Como eu sonho
Com aquilo que trocamso
Quando juntos estamos
E sem fazermos planos
Apenas nos damos
Sem pressas
No tempo que passa
Veloz! July 15 GostoGosto de tudo
Em ti!
Do tu olhar
Que por mim
Anda a passear...
Do teu gesto
Calmo, sereno
Quando me envolves...
Buscando um beijo
Profundo
Que te ofereço
Do mais recôndito
Da minha alma! July 02 Dia internacional da mulherDia internacional da mulher?...
Comecei a pensar que o dia 8 de Março deveria ser algo mais do que uma ampla feira de vaidades onde a coberto de uma causa nobre, algumas pessoas pavoneiam algum do seu parco saber. Como me podem pedir para celebrar a minha condição de mulher num único e singelo dia? E os outros 364 dias do ano? Deixo de ser mulher ou de certa forma, anulo-me? É que cada vez mais, tenho na ideia que os dias internacionais, disto ou daquilo, só existem porque o que quer que seja celebrado neles ainda não existe nem está reconhecido como facto de verdade. Como posso festejar algo que ainda não é reconhecido por todos…?!? Ou então… festejo… e esqueço-me daquelas que são postas de parte por uma sociedade paternalista que relega para 2º plano a mulher, essa que devia, num “mano a mano” em pleno de igualdade com o homem ajudar a edificar a sociedade de amanhã! Festejo e esqueço-me daquelas mulheres que ainda hoje são brutalmente submetidas à cruel prática da circuncisão feminina, em nome de um deus menor ou crenças ancestrais! Que deus será esse que permite um tal sofrimento e humilhação?! Festejo e esqueço aquelas que são queimadas vivas por não possuírem dote ou por amarem um homem que não é o indicado pela família! E que dizer daquelas que são lapidadas porque tiveram um filho que é fruto de uma relação de amor mas que é condenado porque as suas mães são viúvas ou solteiras, e como tal são vistas como a personificação do mal? E o homem, nestes casos, onde é que se encaixa? É que para se fazer um filho são precisos dois, convém não esquecer! Porém não preciso de ir tão longe para ver casos de flagrante abuso da condição feminina… no meu pais de tão brandos costumes também os existem e mercê de uma mudança de mentalidades, cada vez mais são denunciados tanto por homens como por mulheres… porque não posso esquecer que existem “homenzinhos” e “Homens” a valer com H grande. Não os poderia colocar a todos num mesmo saco, pregá-los numa cruz ou atirá-los de supetão para uma fogueira. Muitas de nós ainda se encontram presas a correntes ultrapassadas que repousam em ideais medievais ou de princípio de século: a mulher ainda é vista, por muitos, como um objecto que deve ser exibido mas em caso algum tem direito a uma opinião ou a ser ouvida… Maus-tratos existem muitos e não me refiro apenas aqueles que se vêem através das nódoas negras, outros há que sem marcas visíveis oprimem e tolhem muito mais… e desses as cicatrizes ficam para sempre! Esbatem-se um pouco… mas continuam lá… indefinidamente! Por todas estas razões, irei recusar-me a entrar nesse circo que apenas dura um dia, mais que não seja para calar vozes menos contentes… minhas caras amigas… meus senhores, onde está realmente a comemoração? Vou ter de esperar outros 364 dias para poder afirmar novamente que sou mulher?!?... NÃO! Recuso-me!!! Mulher sou e serei, sempre e cada vez que sem medo de erguer a minha voz, sem estar manietada por velhos rifões, sem receio de ser diferente. Aí sim… vou ser feliz e farei felizes os outros à minha volta.
June 15 AmarAmar-te foi indescritível Profusão de sensações Pele em osmose total Coisa que parecia impossível! Amar-te foi fazer-te meu Ficar contigo dentro de mim Sentir-te o beijo aceso Ter-te a presença sem te ter Porque se trata de algo mais Muito mais profundo do que simples prazer. Fecho os olhos encontro-te a alma Que mora em mim Que comigo passeia Deixando entrever Com calma Toda a magia De sermos um só Fundidos Pele com pele Alma com alma Como se o amor fosse céu e mar Embrulhados Em raios de luar! June 11 Últimas...A coisa está preta,todos sabemos isso.
E vai continuar...porque não é uma crise localizada,é uma crise globalizada!
Alguém lucra com toda esta especulação,não sou eu de certeza!
Se produtores afirmam não haver razão para o crescente preço do petróleo,sinceramente não consigo entender.
Num país(que é o meu!)onde dia a dia se intnsificam e de que maneira,as discrepâncias entre classes e onde cada um apenas vê o seu próprio umbigo,pergunto:para onde vamos?
E esta paralisação não poderia ser tratada de outra maneira?
Estamos a assistir a um crescendo de violência de braços cruzados...e nada fazemos?
Perdoem-me,não creio que a solução resida em incêndios de camiões,mortes e atropelamentos...todos temos direito a ter opinião mesmo sendo contrária á maioria, porque então de que nos serviu Abril?
Dá-me a sensação que já nos esquecemos! June 04 TristezaAlmas fechadas
Em becos escuros
Olham paredes mortas
Sem futuro!
Tranca-se a chama
Em palavras não escritas
Vãs promessas
Nunca antes ditas!
Sombra que emerge
E tudo atinge
Crava dúvida
E de negro o coração tinge!
May 31 Tempos modernosMeus amigos, a vida está difícil....mas daí a complicarem ainda mais....
Poupem-me , que sou pobre e gasto-me depressa.
Então não é que agora além dos aumentos d combustíveis, de bens essenciais, de passsses sociais,e tudo mais o que nos leva a deitar as mãos á cabeça e a soltar uns angustiados ais...
Agora além do preço do bilhete de metro,também temos de levar com os custos de um cartão por utilizar este transporte público?
Sim,o cartão é reutilizável, mas tenho de ser eu a pagar?
Já não o faço quando pago os meus impostos?
Modernices...preço da evolução!
Mas pelo andar da carruagem,das carruagens(ehehehehe),cuidem-se...ainda vamos voltar ao Paleolitico,não se angustiem...só vamos usar tanga!
Dias felizes Pensar no verdadeiro sentido do amor...Aos casados há muito tempo
May 25 A fira dos sabores e saberesEstá aí mais uma edição ,a 3ª ,da feira dos sabors e saberes.
Bom domingo! May 09 Memórias no horizonte
Ficou já perdida, numa ilha que emerge no meio de um oceano transparente a memória do que fui na minha infância. Miúda rabina, levada da breca, sempre só, que foi essa a minha sina pois, filha única fui e, já não tenho as raízes que me fizeram brotar. Era só mas, era feliz! E de quando em vez contava com a presença apreciada de uns primos da minha idade com quem ia “altear joeiras”( que aqui é lançar papagaios) e corria ribeiras à procura de ervas para os coelhos do meu tio e ia de vez em quando, com autorização claro está, queimar o lixo no poio em frente. Por todas essas razoes era uma Maria Rapaz mas, também gostava de receber as minhas bonecas pelo Natal e aniversário! Sim, porque na minha meninice o dinheiro era escasso mas eu era fácil de contentar e não tinha por hábito pedir a lua. Exigente era no que diz respeito a livros…lia muito e ainda hoje gosto de o fazer. E os meus pais conforme podiam iam-me arranjando dinheiro para comprar um livrito aqui e ali e que ainda resistem agora já nas mãos dos meus filhos. Tinha a profunda sorte de ter uma tia que possuía uma biblioteca imensa e eu perdia-me dias seguidos metida entre quatro paredes, esquecendo o mundo que existia para além das folhas que lia, sentada no chão sonhando com outras paragens… só despertando desse transe quando insistentemente me chamavam para lanchar! Era uma existência pacata, sem grandes surpresas… se calhar é por isso que me assusto cada vez que o destino insiste em surpreender-me agradavelmente com acontecimentos que demoro a assimilar pois, acho-me indigna deles! Depois… havia a magia dos domingos… Os domingos da minha meninice, quando religiosamente ia ao cinema com os meus pais ver o último filme de cowboys ou de artes marciais… depois voltava à rua para passear na Av. do Mar ou no jardim municipal para ver os cisnes; fazendo tempo para a hora da missa. Não uma missa qualquer, sensaborona… mas, daquelas que fazem vibrar a alma de alegria de se estar vivo com a música sobrepondo-se ao papaguear lento das beatas. Ah! Que saudades desse tempo que não volta! O Verão era o tempo mágico em que íamos passear com o tio José, desenhador de uma fábrica de bordados e que com a facilidade de quem respira fazia desenhos que jamais esquecerei. À sexta-feira é que era bom; a minha tia Rosário deixava sempre dinheiro para que eu e o meu primo Zé fossemos de táxi até ao Funchal lanchar… e eu sentia-me já tão grande no alto dos meus dez anos a ir lanchar fora com o meu primo favorito que na altura tinha catorze anos! Agora a casa já não existe… veio abaixo para se poder construir um daqueles bairros cheio de prédios onde as pessoas vivem encaixotadas em paredes sem história nem magia…onde ninguém conhece o nome do vizinho do lado… é o preço do progresso! Mas a memória…essa memória que trago bem presente comigo, escrita em mim, fazendo-me sorrir quando me faltam as forças e me sinto sozinha no meio de tudo; essa… ninguém vai conseguir apagar!
Cathy 18-2-2004 April 23 LirioApril 19 Acerca dos jovensA juventude já não é o que era!
“Pudera”… pensei eu! Com tantas solicitações e com o modo de vida que hoje temos… não é para admirar que os jovens, cada vez mais, cresçam sozinhos, entregues a eles próprios educando-se entre si! Não é fácil manter um diálogo depois de 10 horas fora de casa, horas perdidas e sem fim em bichas intermináveis e em transportes demoníacos… Podemos ainda acrescentar o stress de aturar o patrão ou aquele chefe chato que faz questão de nos moer, “bem moídinha”, a paciência. Não é fácil, dizia eu, chegar a casa e começar logo com a “lufa-lufa” de preparar o jantar, apanhar a roupa, dar banho ao filho mais novo, espalhar os olhos pela televisão entre uma garfada e outra; depois são os dentes para lavar, a loiça para pôr na máquina, a hora de deitar que tem de ser esgrimida pois há sempre aquele amigo da net que está em linha e não dá para adiar o resto da conversa. E, de repente, surpresa… estala o conflito de gerações… isto porque, quer queiramos quer não, a vida é cada vez mais frenética, joga-se ao ritmo acelerado das notícias e da rede mundial; cada vez mais o mundo é uma aldeia ao alcance de um clic: o tempo continua igual (1 hora ainda tem 60 minutos!) mas a catadupa de informação que nos cerca e nos afoga quase asfixiando as nossas emoções, o diálogo, a compreensão é imensa, diria mesmo gigantesca! A família, aquela de há 20 anos atrás, é quase uma instituição em vias de extinção: deixou de existir a família alargada (avós, pais, tios, primos…); agora a família é mono parental, com a crescente taxa de divórcios os filhos vêem-se reduzidos a um dos progenitores. Atenção: não sou contra o divórcio pois é sempre preferível estar feliz sozinho do que ser infeliz e fazer infelizes os outros! E filhos adolescentes… meus caros… dor de cabeça mais que certa porque tentam, experimentam de toda a maneira e feitio pisar o risco.
April 06 Silêncio...April 05 contra a censura...April 01 Da cidadeDa cidade
De manhã, logo de manhãzinha, com o nevoeiro a desaparecer atrás dos primeiros raios de sol; já vem a sair do café o Chico… com uma “bejeca” no bucho ou uma “amarguinha”… que o emprego não o satisfaz e o chefe não é “pêra-doce"! Assim… animado por um gole de álcool sempre vai mais alegre para o trabalho! E esquece os desaires do dia que ainda está para chegar na fumaça de um cigarro comprado religiosamente na máquina e que, traga avidamente pois é o primeiro do dia! Numa estação esperando o comboio que nunca chega a horas, aguarda com os outros o transporte que aproveita para dar um descanso ás pestanas, mesmo porque a noite anterior houve jogo e o convívio no café foi até ás tantas! São todos ovelhas de um mesmo rebanho: correm para um emprego que há muito deixou de ser aliciante! E já só dá para ganha-pão e para amealhar para umas férias no sul de Espanha ou no Algarve que os tempos são de crise e uma pessoa não se pode esticar muito! Ainda mais com o empréstimo da casa, do carro e o casamento da filha mais velha…! Que os bancos não esperam nem conhecem ninguém! O tempo até pode melhorar mas, o Chico, com o pensamento tão ocupado não dá por ela e, dentro da fábrica há sempre o sol de luzes florescentes… que o patrão não é parvo e quer que os empregados vejam bem e não deixem passar defeito nenhum na linha de montagem! E eu… sou daquelas que calada tudo observa e vê…com olhos de ver… nos rostos anónimos, o desejo escondido de quem quer partir… rumo à Ilusão!
March 31 Depois de te amarDepois de te amar
E amar
Voar contigo
Até á vastidão do mar...
Abrir as asas
Subir,subir...
Sermos duas estrelas
No céu, a luzir!
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